(Em um lugar onde os pensamentos podem florecer)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

quase só



Tomei um susto.
Assustei-me pois, ao acordar, passei a mão costumeiramente no meu lado esquerdo e só havia lençóis e vazio. Por onde anda o meu bem? Havia eu dormido demais e perdido tempo? Tempo esse suficiente de não tê-lo notado sair?
Levantei num rompante, foi quando ouvi o som que seria uma calmaria.
Ouvi sua voz, sua doce voz.
Estava catarolando algo feliz que fazia par perfeito com aquela manhã.
Ah , meu bem! Como sobreviveria sem a calma que emana de ti? Seria como viver agonizando sem ar. Essa hípotese me sobreveio um arrepio incomum que fez mudar-me o semblante, Porém concentrei-me novamente em sua voz e, durante o meu desvaneio enquando você cantava, deslumbrei você sorrindo como uma criança que não precisava de muito para rir, apenas a música era motivo preciso. Deslumbrei também seu sorriso aberto. Não tinha meio sorriso: ou sorria de verdade, com ênfase ou não sorria. Não havia meio termo, nem intermediário e era isso que que mais amava.
Olhei por alguns segundos a porta de onde vinha o som da calmaria, respirei fundo com a mão no peito, voltei a deitar sorrindo, aliviada.

2 comentários:

Jéssica do Vale disse...

muito lindo o texto, Hello!

Sahara Higino disse...

O susto e o aconchego do amado.
Remédios não, CURA para a alma.

Também adoro tudo isso aqui,
convidativo demais, ♥