
Eu sempre me dei bem com as perdas. Às vezes tenho a impressão que fiquei mais forte com elas. É que, na verdade, não se pode ter tudo e isso é chato. Cresci tendo de amar tudo que tenho, mas ocorreu um erro no percusso: nem tudo que tenho eu amo e tem coisas que amo muito e não tenho ou perco. Cômico. Como se eu vivesse em uma roleta de um grande cassino: eu invisto todas as minhas fichas na droga da roleta que insiste em passar pelas coisas que amo e pára justamente nas que eu detesto e, logo em seguida, vem um mané, aposta umas míseras moedas e leva tudo. Ê vida engraçada.